25/10/2005 17:29


Foto por: Jamila Cas

Recado a Rita Lee ....
que as estrelas não me ouçam...
pq o recado vai só pra Rita Lee!!!

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A água deve ser incolor, inodora

Para que se torne verdadeiramente insípida,

Para que um copo refresque almas quentes

Sem deixar vermes dentro de nosso corpos.

Vermífugos devem ser tomados a cada ano pra quem mora em regiões ribeirinhas...

Repetindo... fica tudo tão insípido... sem gosto mesmo.

A vida acaba por ser incolor no interior.

Mas a água do mar é linda e tem cheiro... que a gente sente de longe.

A vida não é inodora.

Os rastros que ficam... sujam a água do caminho.
E só dá sede!

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Foi uma grande pena! Mas eu continuo feliz! No que me basta! No que me completa!

E viva o Freud!
enviada por Sofie



08/09/2005 15:07



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Ôca e completamente lotada.


Estar vazio? Qual o sentido de não estar? cheio? acumulado?
Ou é somente estar aqui? eu ainda não consegui e não to afim de fazer pós doutorado para entender qual é a real nisso , já que só pelo fato de ser dito um ser relacional, tenho comigo que me garantem aí a verdade que é solidão o fato de estar comigo somente numa multidão de transeuntes do terminal de ônibus.
Hoje li no jornal verdades camufladas entre mentiras.
Tais verdades por hora me parecem delicadas agulhas cirurgicas no meio de um palheiro de aço.
Eureka !! Acho que os maiores mentirosos somos nós mesmos e, portanto, cada um tem a sua verdade. Tanto verbo pra descobrir o óbvio. A cadeira está completa de mim. Não há nínguém.
Jamila Cas
Sampa,1986.










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cinema


I Festival de Cinema Feminino da Chapada dos Guimarães


Falta Pouco! Entre os dia 14 e 18 de setembro, a Chapada dos Guimarães receberá um evento cultural, inovador e engajado. Tudo Sobre Mulheres, I Festival de Cinema Feminino da Chapada dos Guimarães (MT), está pronto para embarcar no circuito cinematográfico nacional.



Idealizado por Danielle Bertolini esse projeto se diferencia dos demais festivais femininos por quebrar uma tradição: Tudo Sobre Mulheres permite que sejam inscritos filmes dirigidos por homens ou mulheres. Há somente uma exigência: valorizar e ilustrar o universo feminino. Serão longas e curtas metragens, ficcionais ou documentais, dirigidos por homens ou mulheres, que retratam este vastíssimo universo.



O evento busca, enfim, uma discussão conjunta e não unilateral da temática feminina. Vale lembrar que serão premiados os vencedores da categoria melhor vídeo e melhor filme em 35mm.



Além de fugir das características dos festivais atuais, Tudo Sobre Mulheres também é inovador ao adotar uma postura descentralizadora, trazendo para o interior do Mato Grosso um evento que geralmente aconteceria no eixo Rio-São Paulo.



Eventos Paralelos

O festival contará ainda com a Oficina de Realização Cinematográfica, cujo objetivo é apontar alternativas de trabalho a adolescentes e pessoas em geral. Paralelo à esfera cinematográfica, aconceterá também o Encontro Estadual de Mulheres Mato-Grossenses, cujo tema será Gênero, Liderança e Geração de Renda.



Como não é possível ignorar a beleza da Chapada dos Guimarães, foi firmada uma parceria entre o festival e a FreeWay Adventures, que elaborou pacotes turísticos para que o público possa conhecer diversos lugares como o Mirante do Centro Geodésico, a Caverna Aroe Jarí, as diversas e belíssimas cachoeiras, entre outros, além de prestigiar o festival.



Mais informações, acesse o site oficial: www.tudosobremulheres.com.br






enviada por Sofie



03/09/2005 12:30



Chatterton - Serge Gainsbourg

Chatterton suicidé
Hannibal suicidé
Démosthène suicidé
Nietzsche
Fou à lier
Quant à moi...
Quant à moi
Ça ne va plus très bien
Chatterton suicidé
Cléopâtre suicidé
Isocrate suicidé
Goya
Fou à lier
Quant à moi...
Quant à moi
Ça ne va plus très bien
Chatterton suicidé
Marc-Antoine suicidé
Van Gogh suicidé
Schumann
Fou à lier
Quant à moi...
Quant à moi
Ça ne va plus très bien


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Arte

Eu fui ver essa exposição ontem... fazia tempo que eu não me emocionava de verdade numa exposição !! Eu gostei! Recomendo!

Fendas e Frestas
Fendas e Frestas: uma poética do feminino

A exposição Fendas e Frestas é um dos resultados da reflexão sobre questões originadas do meu processo criativo, o qual interage com outras áreas do conhecimento, sobressaindo-se, dentre elas, a antropologia e a sociologia. Suas obras decorrem de ações deflagradas num curto período de intensa ocupação com a criação, provenientes de uma fase de construção vivenciada durante o Mestrado em Artes Visuais na Escola de Belas Artes da Ufba, em que se fez presente o diálogo poético com as experimentações oriundas das linguagens visuais, práticas híbridas e mistas.
As Instalações foram concebidas considerando a problemática que permeia as condições sociais e existenciais da mulher, interagindo com situações em que essa problemática opera em seus limites extremos, suscitando questões sobre o gênero feminino, associadas à exclusão, ao abandono, à relação de menos-valia.
Escolhi trabalhar com mulheres com movimentos demarcados. Tinha como objetivo traçar metaforicamente um paralelo entre esse estado e sua histórica condição de opressão. Essas criaturas vivem duplamente a sujeição: por serem mulheres e por vivenciarem, de certa forma, experiências limítrofes.(*revista ohun)

A artista plástica baiana Maristela Ribeiro visitou, durantes três anos, asilos, prisões e hospitais psiquiátricos da Bahia e conviveu com as mulheres ali confinadas. O resultado dessa convivência é "Fendas e Frestas", mostra constituída de três instalações que representam os três diferentes tipos de ambiente visitados pela artista, que fotografou, uma a uma, as personagens desse mundo real, porém, à margem de nossa sociedade.
Os rostos dessas mulheres são a essência de cada instalação. Eles se apresentam ao espectador através de aberturas em objetos selecionados por Maristela para simbolizar essas modalidades de confinamento: na primeira instalação, têm-se caixinhas de luz, na segunda (na qual o espectador pode interagir abrindo ele mesmo as portinholas), caixas de correio, e na terceira, grandes compartimentos de metal, todos eles deixando transparecer olhares por entre suas frestas. (* Revista Caros Amigos)

Quando: até 2/10, de terça a domingo, de 9h às 21h.
Onde: Edifício Sé - Praça da Sé, 111, Galeria Neuter Michelon (1° andar), tel: (11) 3107-0498. Mais informações pelo site: http://www.revistaohun.ufba.br/html/fendas_e_frestas.html ou pelo tel.: 11 3107-0498.
Grátis
São Paulo, SP



enviada por Sofie



31/08/2005 11:37




sem novidades...

como diz um querido amigo meu ... continuo sendo a uma lady andarilha em busca de uma princesa encantada...

Enquanto eu num acho eu vou me divertindo com as peripécias da vida...

Adoro esse texto da Elisa Lucinda... aliás essas histórias de taxista que ela pesquisou são divinas mesmo... vale a pena ler cada vírgula!

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ALFREDO é GISELE (de Elisa Lucinda)
Sora vê, daqui do táxi a gente sabe é cada coisa... Sabe e aprende, aprende até a não ter preconceito. Outro dia peguei um casal assim já de meia idade, bem apessoado, lá no centro, no Teatro Municipal. Eles tinham ido vê uma tal de uma Ópera, sei lá. Já eram umas 11 e meia da noite, a gente veio bem até o Aterro, entramos em Botafogo e o trânsito emperrou. A mulher já azedou na hora e foi falando para o marido :

- Que trânsito é esse, quase meia noite? Não é esquisito, Alfredo?

E o tal do Alfredo parecia um homem rico mas não era fino, sabe ? E não gostava mais dela, eu acho. O cara era uma múmia. A resposta dele pras conversas da mulher tavam mais pra rosnado, sabe?

- Alfredo, isso não é uma absurdo? Nós aqui parados num trânsito quase de madrugada, não entendo, é estranho, hoje é sábado. Será que é algum acidente, Alfredo?

Como o homem não dizia nada, aí e eu interrompi: com todo respeito sabe o que é isso madama? Simplesmente aqui virou um lugar só de "homensexuais" e mulher sapatona. É cheio de barzinho deles, a rua toda. Fim de semana ferve. Quem quiser ver homem beijando homem e mulher se esfregando em mulher, é aqui mesmo.

- Você tá ouvindo, Alfredo? Meu Deus, eles agora tem até bar pra eles, até rua!? Não é um absurdo, Alfredo?

- Ô Onça, cê me conhece, sabe bem como é que eu sou. Pra mim isso se resolve é na porrada. Se eu sou o pai, desço do carro e não quero nem saber o que é que entortou, o que é que virou, não quero saber o que é cú e o que é fechadura, baixo o sarrafo na cambada! Eu, com sem vergonhisse, o sangue sobe, eu viro bicho.

- Pára de falar essas palavras de baixo calão, Alfredo. Hum! Fica de gracinha que a pressão vai lá nos Alpes, você sabe muito bem o que é que o médico falou ..., não é motorista? Alfredo não é muito esquentado?

Eu dei o meu pitaco:

- É madame, o negócio que ele tá falando é como eu vi no filme. Uma metáfora. Ele não vai bater, vai só ficar zangado.

- E o senhor sabe o que é metáfora? O senhor entende de metáforas? Escuta isso Alfredo! O que é metafora, seu motorista?

- Metáfora pelo que eu entendi é assim: aquilo não é aquilo, mas é como se fosse aquilo. Então, em vez da gente dizer que aquilo é como se fosse aquilo, a gente diz que aquilo é aquilo. Mas não é. É como se fosse. Foi?

- Eu acho que o senhor tá certo, mas na verdade eu estou é chocada com essa libertinagem. Olha aquele homem... que safadeza me Deus! E de bigode ainda! Escuta isso Alfredo!

- Escutar o quê, Coisa?

- O que eu estou vendo, gente! Ai, Alfredo, não está vendo? Parece que é cego, não é motorista?

- Hoje tá até fraco. Eu falei. Hoje nem tem os "general"?

- Quem são? Escuta isso Alfredo?

- General das sapatona é aquelas de coturno que parece mais com um macho do que qualquer coisa. E o outro general é o homem transformista que é a traveca, mas anda é na gillete mesmo.

- Tá ouvindo, Alfredo? A violência e a decadência como estão?

- E a gente vai ter que ficar parado nesta merda, ô Coisa?

- Calma Alfredo, não fica nervoso! Isso é questão do nível das pessoas. A gente que tem... não é motorista? ... mais condições, temos que entender essa...,essa..., como é que eu digo, meu Deus? Essa...

- Putaria!

Falamos juntos, eu e o tal do seu Alfredo com cara de doutor de num sei de quê.

- Cruzes Alfredo, não era isso que eu ia.... Alfredo, olha aquela moça! Gente, uma menina, dezoito no máximo, e a outra maiorzuda no meio das pernas da coitadinha, fazendo sabe lá o quê !!! Tá vendo Alfredo aquela alí? Alí, aquela Alfredo, em cima do carro! Olha lá Alfredo, a mão da grandona na menina! Elas vão ser beijar na boca, minha Nossa Senhora...

- Que transitozinho, hein? nunca mais viremos por Botafogo, tá decidido!

- Mas Alfredo olha a menina! Tá beijando, tá beijando, tá beijando Alfredo! Ela parece... Alfredo é Gisele! Alfredo! Nossa filha!?

- Filha da puuuutaaa...

E desmaiou o tal doutor, enquanto a jararaca da mulé ventou porta afora de sapato na mão atrás das duas e eu pensando: não quero nem saber, encosto aqui mesmo e espero o resolver, que uma corrida dessa eu não vou perder, que eu não sou bobo e nem sou rico. É ruim de eu ir embora, heim?

Então eu fiquei naquela situação: eu com um cara que era um ex-valente todo desmaiado no banco de trás parecendo uma moça, a mulé saiu pisando forte que nem um general, quer dizer, tudo trocado e eles reclamando da filha. Se eu pudesse eu ia lá defender a moça, mas não posso, já que o negócio é de família, né?

Eu não tenho preconceito, mas é isso que eu tava falando pra senhora: daqui a gente sabe cada coisa! E é cada um com o seu cada qual.

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SEMANA DA VISIBILIDADE LÉSBICA



A Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual, em parceria com outras entidades, realizará de 27/08 à 04/09/05 a Semana da Visibilidade Lésbica.

Confira a programação:

27/08 – SÁBADO

13h30
EVENTO: FEIJOADA COM MÚSICA E DANÇA AO VIVO
LOCAL: SARA KALI BAR
END: RUA DR. NETO DE ARAÚJO, 327. VILA MARIANA - TEL: 5904-3435

28/08 – DOMINGO

11h
EVENTO: PIQUENIQUE
LOCAL: PARQUE DO IBIRAPUERA – PRAÇA DA PAZ
END: ENTRADA PRINCIPAL, AV PEDRO ÁLVARES CABRAL, S/Nº

29/08 - SEGUNDA-FEIRA

16h às 20h30
EVENTO: DEBATE: MÍDIA X VISIBILIDADE LÉSBICA
EVENTO: EXPOSIÇÃO DA ROTEIRISTA “ANITA COSTA PRADO”
LOCAL: BIBLIOTECA MÁRIO DE ANDRADE
END: RUA DA CONSOLAÇÃO, 94 - CENTRO

30/08 - TERÇA-FEIRA

19h às 20h30
EVENTO: BANDA DOMINATRIX INGRESSO R$ 12,00 MEIA R$ 6,00
LOCAL: CCSP- CENTRO CULTURAL SÃO PAULO
SALA: ADONIRAM BARBOSA
END: RUA VERGUEIRO, 1.000 - PARAÍSO - TEL: 3277-3611

19h30
EVENTO: RODA DE CONVERSA
TÍTULO: O UNIVERSO INVISÍVEL DAS EXPRESSÕES DIVERSAS DO CORPO
LOCAL: CFL – COLETIVO DE FEMINISTAS LÉSBICAS
END: DR. NETO DE ARAÚJO, 327 - VILA MARIANA - TEL: 5904-3435

31/08 – QUARTA-FEIRA

19h
EVENTO - DEBATE: MULHER, ORIENTAÇÃO SEXUAL, DESEJO E FAMÍLIA
LOCAL: ALESP – ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO
ESPAÇO: PLENÁRIO JOSÉ BONIFÁCIO – 1º ANDAR
END: AV. PEDRO ÁLVARES CABRAL, 201 - IBIRAPUERA

21h
EVENTO: ESPETÁCULO TEATRAL “ A ARRASADA” , COM EDNA VELHO
LOCAL: RUA FREI CANECA, 462 - CENTRO - TEL: 3256-3656

01/09- QUINTA-FEIRA

19h30 às 22h30
EVENTO: POSSE DO CONSELHO MUNICIPAL DE ATENÇÃO Á DIVERSIDADE SEXUAL
LOCAL: EDIFÍCIO MATARAZZO – HALL – 3º ANDAR
END: VIADUTO DO CHÁ, 15 - ANHANGABAÚ

03/09 – SÁBADO

14h
EVENTO: APRESENTAÇÃO DOS VÍDEOS DE MARIA ANGÉLICA LEMOS
“HISTÓRIAS LÉSBICAS” E “LÉSBICAS NO BRASIL”
LOCAL: CCSP- CENTRO CULTURAL SÃO PAULO, ENTRADA FRANCA
SALA LIMA BARRETO
END: RUA VERGUEIRO, 1000 - PARAÍSO - TEL: 3277-3611

20h
EVENTO: ESPETÁCULO TEATRAL “MUROS”
LOCAL: TEATRO STÚDIO DAS ARTES, ENTRADA FRANCA
END: RUA DR. AUGUSTA DE MIRANDA, 786 - POMPÉIA - TEL: 3803-9396

04/09 – DOMINGO

19h30
EVENTO: ESPETÁCULO TEATRAL “MUROS”
LOCAL: TEATRO STÚDIO DAS ARTES, ENTRADA FRANCA
END: RUA DR. AUGUSTA DE MIRANDA, 786 - POMPÉIA - TEL: 3803-9396

20h
EVENTO: BANDA DA THAÍS MONTEIRO
LOCAL: BAR O GATO 50% OFF
END: RUA FREI CANECA, 462 - CENTRO - TEL: 3256-3656

Mais informações: 3113-9743/ 3113-9748

enviada por Sofie



17/08/2005 02:30



Obrigado por me enlouquecer.
Jamila Casimiro.


Meu sorriso tah ficando triste novamente...
A pilha esta acabando.
Dessa vez acho que será mais dificil carregar.
É preciso correr, pra longe, fugir dos monstros que moram tão perto.
Porque jamais poderei matá-los.
E eles abrem as portas, caminham pela minha sala.
Eles não me olham nos olhos. Mas fuzilam meu peito.
Eles me ligam no celular.
E desligam na minha cara. Só pra ver meu peito dilacerado.
E eu choro.
Só você últimamente tem me feito chorar.
Logo você que seria o meu colo.
Vc nunca gostou quando eu pedia pra deitar no seu colo.
E mesmo assim eu encostava minha cabeça na tua perna
Lembra? Quando eu só durmia no seu colo.
Nem que fosse por cinco minutos, bêbada de sono.
Depois na sua barriga grávida.
Quando sua barriga sumiu vc foi embora também.

Ainda me lembro da luz do abajour.
E da televisão com caixa de madeira.
E do sofá de chelini verde.
Vc sentava ali, me colocava entre suas pernas
E fazia sempre as mesmas trancinhas no meu cabelo.
Por quase 14 anos.

Aprendi a dormir sozinha no sofá.
Até hoje, preciso fazer isso.
E vc sempre me dá uma bronca.
Penteio meus cabelos. Eles nunca ficam bons.
Hoje eles mudam a cada quinze dias.

E todos os dias eu olho para você.
E queria escutar espontaneamente que você me ama.
Mas ele nunca vem.
Olha: fica tranquila. Eu aprendi a dizer eu te amo.
E quando dói muito saber que você não vai me dizer.
Eu pergunto, mesmo sabendo que nunca terá o mesmo gosto.
E que fica a cada dia mais distânte.

Obrigada por tudo.
Obrigada por me ajudar a cair.
Por não entender meus medos.
Por não participar da minha vida.
Por não saber dos meus horários.
Por não querer ver os meus amores.
Por me ensinar a me virar sozinha.
Por sermos almas tão avessas.
Por não me olhar nos olhos quando ainda bato a cabeça nisso tudo.
Por me ensinar a amar a falta de amor.
Por me internar dentro de mim.
Obrigada.

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teatro


Feique - em algum lugar, porém, aqui
Grupo Verve comemora 10 anos e estréia espetáculo sublime em São Paulo

Por Ferdinando Martins
Fonte: www.mixbrasil.com.br


Reconhecida por trilhar os caminhos da experimentação, a Verve Companhia de Dança apresenta a estréia nacional do seu quinto espetáculo “Feique – em algum lugar, porém, aqui”. Serão apenas três apresentações no Teatro do SESC Vila Mariana, nos dias 19, 20 e 21 de agosto. Com o espetáculo que faz parte da Mostra SESC de Artes – Mediterrâneo, a companhia paranaense comemora seu décimo aniversário. São seis intérpretes (cinco bailarinos e um músico) que dividem o palco e se relacionam em cena, construindo personagens que vivem numa linha tênue da exclusão social.

A concepção e direção coreográfica do espetáculo são de Fernando Nunes que contou com a assistência de Mariusa Bregoli que também integra o corpo de intérpretes-criadores ao lado de Austin Andrade, Pedro Paulo Abudi, Ryan Lebrão e Diego Oliveira. A concepção musical e a performance no palco são de Chris Vine.

O espetáculo, com sua estrutura não-linear e fragmentada, permite que o público complete as informações da leitura da obra com seu próprio background sem perder a idéia central da estrutura poética. Para o diretor Fernando Nunes, “Feique” fala “das nossas experiências que se acumulam desde a infância, produzindo no cérebro memórias que calibram nossas diferentes percepções do mundo. Estas informações entram fragmentadas e são compartilhadas por meio das conexões cerebrais, construindo uma idéia de todo, uma idéia de Eu, uma imagem virtual do mundo. Um mundo fake”, explica, utilizando a palavra em inglês que significa falso.

Depois da estréia nacional em São Paulo, o espetáculo faz duas apresentações em cidades do interior do estado: No dia 25 de agosto, apresenta-se no Teatro do SESC São José do Rio Preto e no dia 27 no SESC Santos.

“Feique” se realiza em um espaço onde tudo se passa, como numa rua. Um muro formado por sua estrutura vertical se alonga quase dividindo o palco ao meio, delimitando o espaço para atuação dos intérpretes. O tom sépia predomina em quase todos os objetos, paredes, bancos, mesa e cria um espaço psicológico que remete os espectadores à lembranças de experiências vividas.

A pesquisa e concepção de “Feique” formaram-se a partir de improvisações e foram evoluindo no processo de trabalho, constituindo células de construções dramáticas que possibilitaram os primeiros sedimentos, os quais foram chamados de frases. Há momentos que iniciaram concretos, com personagens definidos que foram transformando-se em versões abstratas sem perder seu conteúdo e objetivo original. As frases que amadureceram, e se tornaram evidentes, foram repetidas e novamente alimentadas até se tornarem parágrafos. Estes parágrafos foram sendo reelaborados e aprofundados para se tornarem capítulos. Consideram-se capítulos neste processo de trabalho, uma etapa de maturidade de todo processo de pesquisa, resultado de variações mecânicas e psicológicas que se transformaram em coreografias, onde começo, meio e fim são constantemente colocados em avaliação. A estrutura não-linear e fragmentada possibilitará ao público complementar as informações da leitura da obra com seu próprio background, sem perder a idéia central da estrutura poética.

Fundada por seu diretor, o designer, artista plástico e fotógrafo Fernando Nunes, a Verve Cia de Dança completa em 2005 seu décimo aniversário. As composições do grupo são pesquisas compartilhadas entre direção coreográfica e intérpretes criadores que investigam o corpo e seu conseqüente reflexo sobre o meio. Seus temas podem trafegar entre o interior do Brasil ao urbano tecnológico, de reflexões sociais a pura ironia, percorrendo permanentemente os caminhos e riscos da experimentação. Na história da companhia, espetáculos importantes como “Truveja Pra Nóis Chorá” (1999) e “(C2h4)n-Plástico” (2001). A Verve já tem agendados para 2006 espetáculos em palcos do México, do Panamá e Venezuela.

Feique – Em algum lugar, porém, aqui
Sesc Vila Mariana
R. Pelotas, 141 - Vila Mariana
Fone: (11) 5080-3000
Sex. e Sáb.: 21h. Dom.: 18h.
Ingressos: R$ 7,50 a R$ 15
enviada por Sofie



02/08/2005 13:24




Despressão - Jamila Casimiro

eu gosto da noite pq ela sentir-me
assim,corpo , alma e eu inteira
pq a noite me põe em contato
com muitos e nenhum estimulo
ela me diz: bem vinda ao mundo de jamila
gosto da madrugada também.
quando deito no falso corrimão da escada
E olho pro céu.
E só vejo,penso e não sinto nada
Além de estar eu. Na noite.
Incompreensível e enigmática a mim mesma.

Ouvindo os cães latindo, ao longe,
Percebo exatamente a queda livre.
E não posso recorrer a absolutamente nada, nem nínguém
...desconexão de léxicos pitorescos da minha eterna depressão.
Com nada suaves toques de mania.
Ainda sim eu respiro. Para que?
As noites tem sido assim.
Fugas constantes da consciência que arde.

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Já conheceu o Hertz novo ?
O ambiente é lindo!
Sugestão:

Terças -feiras!

Sair do dia cotidiano onde todo mundo cai na noite, o fim de semana, pode ser uma delícia e acabe por descobrir um público mais selecionado e descolado.
O horário colabora com a diversão em dia útil. Começa por volta das 8 da noite num clima de lounge com cadeiras e sofás em ambiente de paredes vermelhas, cor característica do lugar.

Dica quentíssima:

dia 09/08 Lé féminin Lounge

O melhor do house e electro num clima descontraído.

Como é a cara do projeto as meninas Cris Villela e Zuba comandam as pick-ups enquanto no telão são projetados episódios do comentadíssimo The L Word!!

$$$: 5

Vai perder?

enviada por Sofie



27/07/2005 18:19



Acordei meio irritada!...

(27/07)

Auto lembrete
Jamila Casimiro


Eu sou assim, sou curiosa, impaciente
Desorganizada, inconstante,
Birrenta e tenho baixa tolerância a frustração!
Me apaixono em segundos e tenho raiva por meses
Impulsiva e irracionalmente sentimental
Retraída e racionalmente cautelosa.
Me jogo. Com cordão de segurança.
Boogie Jump de sentidos
Cuidado!
É preciso resguardo;
Os ferimentos da última queda ainda estão a cicatrizar.

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Encontro de amigos e bate papo

Fui apresentada a esse lugar maravilhoso pela Ana Adeve, minha companheira de luta e de muitas outras histórias.
Nada do que diz a reportagem abaixo é mentira! O lugar é ótimo, fora do roteiro Jardns -Centro , você se sente em casa a começar pela campainha que deve ser tocada ao chegar,tem uma cozinha digna dos bons críticos da cidade.
Sonzinho ambiente proporciona um verdadeiro sentimento de receber amigos em casa.
Eu fui. Amei.
Meus amigos foram e amaram!
E vc? Não vai?

fonte: mix brasil


Sara Kali
Restaurante GLS na Vila Mariana é bem aconchegante


Da Redação 27/7/2005

Para quem reclama que está difícil encontrar um lugar para bater papo com as amigas, o Sara Kali é a solução. O bar e restaurante, aberto em junho na capital paulista, é uma das melhores opções da cidade para quem procura diversão e boa comida.

O Sara Kali reúne um povo variado, a maioria mulheres, que vai até lá para comer bem, colocar a conversa em dia e, claro, paquerar. De militantes gays a modernos em geral, o bar consegue ser um bom espaço para o exercício da diversidade.

A fundadora, Márcia Cabral , é, ela mesma, militante do grupo lésbico Minas de Cor – além de ser uma chef de cozinha de mão cheia. Criativa, Márcia montou um cardápio que reúne influências francesas, italianas, brasileira e mexicana, sua especialidade.

Sua sócia, Marisa Fernandes , é do Coletivo de Feministas Lésbicas, o que garante mais uma vez a mistura de públicos – já marca registrada da casa.

O projeto das duas, no entanto, é mais do que oferecer comida, bebida e boa conversa. Elas querem que o Sara se transforme em um espaço onde a comunidade GLBT e simpatizantes se identifiquem e, dessa forma, possam sentir orgulho de sua orientação sexual. Bacana, não? “Nossa idéia é buscar uma integração. Ninguém come ou bebe com o inimigo. Alem disso, tem uma idéia de celebração na comida e na bebida”, conta Marisa. “Pelo convívio, as pessoas vão aprendendo a lidar com universos diferentes, o que é um exercício de cidadania”, completa.

O ambiente é bem aconchegante. Lembra a casa de um amigo. È um sobrado em um bairro residencial e, na parte de cima, funciona o CFL.

No sábado à tarde, uma suculenta feijoada enche de energia moças simpatizantes. Ela vem servida na cumbuca, maneira mais clássica, (R$ 15) ou em pratos individuais (R$ 10). Na primeira opção, o cliente pode se servir quantas vezes quiser. O tempero da Márcia deixa saudades e o prato não pesa depois. Tente descobrir o segredo. “Os ingredientes são todos frescos e a feijoada nunca é congelada”, explica Márcia. A casa abre à uma da tarde, já com tudo pronto. O atendimento é rápido, mas as donas avisam que não precisa ter pressa de ir embora. Fofas. Quem prefere a comida mexicana, vai se deliciar com os tacos. Os preços, são muito convidativos – vá sem medo. Sobre a mistura de influências no cardápio, Márcia diz que é decorrência do seu trabalho no restaurante Mestiço – outro ponto tradicional de São Paulo. “Gosto de pensar em cardápios que satisfaçam a todos: desde quem quer uma salada porque está de regime até quem quer um sanduíche bem grande”. Entre as sugestões da chef, ela destaca o “Marie de la mér”, um prato de influência francesa com filé mignon ao molho de gorgonzola, batatas com sálvia e tomates levemente adocicados com açúcar mascavo e aceto balsâmico. Tudo isso por R$ 28 para duas pessoas. Quer saber um segredo? Não está no cardápio, mas se você pedir comida tailandesa, ela faz.

Para beber, além das ofertas tradicionais, experimente as cachaças. São mais de 20 rótulos com preços que variam de R$ 2 a R$ 4,50. Peça a da reserva especial Sara Kali, feita em um alambique no interior de São Paulo.

No momento, a casa funciona de quinta a sábado para o público e às terças e quartas para eventos. Nos planos de ampliação estão abrir para o almoço, montar um sistema de delivery e dar aulas para formação de cozinheiras. Perfeito, não?

Sara Kali
Rua Dr. Neto de Araújo, 327
Vila Mariana
Telefone: (11) 5904 3435
Qui. e Sex.: a partir das 17 horas. Sáb.: das 13h às 17h.




enviada por Sofie



24/07/2005 23:17
24/07 - por Jamila Casimiro

Intensidades e levezas
Entre outras coisas assim sintetizo o seu olhar
É paz, é desejo e a delíca de ouvir sua voz rouca.
A distancia que nos separa nos une a cada dia
A cada palavra da sua timidez deleta meu passado
E cria em você uma história nova.
Encruzilhadas sempre comigo.
E agora muito mais verdadeiramente
Escolho você para ficar no meu pensamento.
Saio sozinha e acabo conhecendo seus amigos
Suas aventuras.
Enquanto os quilometros nos separa
Eu fico com as delícias
Delícias de saber você pensando em mim.
Desde o primeiro olhar.

enviada por Sofie



19/07/2005 00:55
Voltando a ser o que era!






Fornadas de amor
por: Jamila Cas


Não... eu não te amarei minha vida inteira
Pois seu amor não basta ao meu corpo.
É minha ira quem interage com o amor agora.

O amor tem que interagir com a esperança.
Ele tem que renascer todos os dias
E enquanto espero a primeira fornada de pães,
Espero renovar o mesmo amor.
E se não der?
Amanhã cedinho tem outra fornada de amor esfumaçante...
Que vai me fazer salivar,
Que vai me fazer sentir o divino gosto do novo
E me entregarei ao deleite de repetir
Incontáveis vezes o prazer de te saborear.O amor se figura assim nessa minha estrada.
Sempre bem saboreado.
As vezes requintadamente degustado.
Delicadamente visto em suas entrelinhas.
Tão entrelinhas que me vejo rapidamente
Andando em linha reta a caminho de casa.
Só.



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Ah! Adoro ver pessoas desestabilizadas. Ai eu pergunto: é bico?

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Música.

Mariana Davies !!
Já tive o prezer de comentar aqui que vi o show dessa moça carioca. Talentosa! Muito Talentosa mesmo !!!

Como coisas tão boas ficam assim na geladeira das gravadoras?

E olha só prata da casa!!! É assumidamente lésbica, linda e nos bastidores dizem que ela ser tímida !!

http://www.marianadavies.com

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Há quatro anos atrás, Mariana Davies surpreendeu boa parte da crítica ao debutar com um álbum que unia, em suas treze composições, apuro técnico, boas melodias, riffs de guitarra e refrões para serem cantados e cantados e cantados. O semi-hit "Por Hoje" chegou a tocar bem em algumas rádios, mas não serviu para impulsionar a carreira dessa carioca que é apontada por muitos como o segredo mais bem guardado do rock nacional. O segredo tem tudo para ser desvendado com "Flores Humanas" (Indie Records), excelente novo disco que traz uma Mariana Davies abraçada ao som de guitarras tanto quanto à melancolia.

Marcelo Costa - Terra Música
enviada por Sofie



16/07/2005 22:42





Assim ... assando.



Coisas que são tormentos e que podem se tornar situações prazerosas
quando acompanhadas das pessoas certas, mamis, pais e uma fadinha
vislumbrada com algo tão próximo de si.

Acho que sexta se o Ney entendesse os meus eternos mil contextos
acharia graça em perceber que eu morri de vontade de pegar sua mão ao
ouvir, "Noite Severina" e imaginar vc dormindo assim como criança que
ainda és. Suas inseguranças, repentes e encantos regados a rock n´roll.
Tive vontade de chorar, arrepiou-m e o corpo. Acho que naquele momento
precisei do seu abraço seguro de inseguranças de menina. Os mil
contextos se deram como a alma que ele diz na canção, sua adrenalina ao
fugirmos dos seguranças e a felicidade de te ver brilhando os olhinhos
enquanto dançavamos e sua voz tremula no dia seguinte ao perguntar se
cheguei bem em casa. Situações inusitadas que encantam os dias.



As amigas que casam, me edificam na certeza de que o amor faz bem. Aos outros e a mim.

As amigas que conflituam em si mesmas, me mostram o quanto não me perdi. Ou me travisto de segurança.

As amigas que me dizem não, me fazem rever minhas verdades e quereres em evolução.

As amigas que me olham nos olhos me dizem o limite das minhas sinceridades.

As que sentem medo mostram a minha possibilidade de dividir-me, sair de mim pelo outro. Pelos outros e por mim.

Só agradeço a sei lá quem a possibilidade de viver rodeada de tantas luzes, tantos brilhos amorosos.



Meninas... sempre me encantam... fadas me vislumbram porque meus
cotidianos não lhe são obvios, são eternamente seres buscando o novo em
entrelinhas.



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Transpiração

letra Alzira Espíndola e Itamar Assumpção

Ney Matogrosso, Pedro Luís e a Parede



A inspiração vem de onde

Pergunta pra mim alguém

Respondo: talvez de Londres

De avião, barco ou bonde

Vem com meu bem de Belém

Vem com você nesse trem

Das entrelinhas de um livro

Da morte de um ser vivo

Das veias de um coração

Vem de um gesto preciso

Vem de um amor, vem do do riso

Vem por alguma razão

Vem pelo sim, pelo não

Vem pelo mar gaivota

Vem pelos bichos da mata

Vem lá do céu, vem do chão

Vem da medida exata

Vem dentro da tua carta

Vem do Azerbaijão

Vem pela transpiração

A inspiração vem de onde

Vem da tristeza alegria

Do canto da cotovia

Vem do luar do sertão

Vem de uma noite fria

Vem olha só quem diria

Vem pelo raio e trovão

No beijo dessa paixão

A inspiração vem de onde?








enviada por Sofie



11/07/2005 22:25



Por inteiro...

É assim que eu me vejo hoje. Isso não é nem de longe a certeza de minha felicidade plena, eu me sinto viva, mesmo enquanto triste. Meus ultimos meses tem sido meses de primeira vivência. Estranho mesmo. Mas não tenho mais tanto medo de sofrer, afinal viver é assim um grande jogo sem regras, sem constância. Mas é viciante! É como a Zelia diz: " No final dá tudo certo de algum jeito, eu me acerto, eu tropeço e não passo do chão."
Durante a semana revivi muitos amigos que não via a tempos e alinhavei novas amizades de maneiras tão prazerosas que pude viver além da dor, da perda.. dos meus conflitos torpes. E desses ultimos só me restou a maldita da insônia que não me deixa descansar... que me faz trocar o dia pela noite. Já foram sete dias de insônia!

Percebi o quanto ser dinâmica por ser também parte dos meus amores... de dentro e de fora!
Depois de passar o dia todo curtindo o Centro de Sampa com pessoas queridas, encontrar com personalidades e fazer orgias gastronômicas na feirinha da Liberdade, assiti ao Show de uma moça carioca "Mariana Davies". Maravilhosa mesmo! A danada além de linda cantou num "tom de Portishead" a música do Kid Abelha Alice...
O que me encantou não foi a música... foi a paixão que ela colocou na versão rock da música... e ela tirou uma parte damúsica que me tive a impressão que ela cantava pra mim. Doeu. E deixei qs necessárias lágrimas correm no seu instante. E alí ficaram as lágrimas. Não trouxe esse sentimento para além da voz de Mariana. Não escondi meu riso quando ela parou de cantar. Acreditar em destino? Nessas horas com certeza!

Vou postar a música aqui do jeito que ela cantava:

"Alice"

Tantos sonhos morrem em poucas palavras.
Um bilhete curto.. já não há nada.
Alice não se esqueça do nosso amor.
Será que eu tenho sempre que te lembrar.
Todo dia, toda hora?
Eu te imploro por favor

Alice não me escreva aquela carta...
Alice não me escreva aquela carta...

Sempre tive medo das suas idéias.
Por que você precisa ser tão sincera.
Alice eu tô treinando pra te enfrentar.
Tenho mil motivos pra você me suportar
Fica mais uma semana
Nesse tempo a gente engana

Alice não me escreva aquela carta...
Alice não me escreva aquela carta...

Alice não me escreva aquela carta...
Alice não me escreva aquela carta...

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enviada por Sofie



06/07/2005 13:54



Não usarei minhas palavras no momento em que escrevo nesse meu cantinho de retiro e expurgação... Momentos que podem durar um dia, uma noite , uma semana, meses.. mas se tornará suave.
Porque os extremos são muito duros. Assim com a confusão sem saber o que acontece na cabeça do outro ... é assim ... simples destruição de Estrelas, flores azuis e ornamentos com toques de rebeldia infantil... desconsiderações com as delícias do que passaram e total descaso com o que poderia surgir de lindo.
Daqui para frente minhas palavras se tornam foice afiada pela dor, pela humilhação característica de quem age com o coração e sinceridade: meu carinho explicito foi transformado em nada.
Me desculpe mas em tal momento não posso ser amiga, nem amiguinha. E eu te disse isso logo que me propôs esse trato... e senti a agulhada profunda quando dormi com seu corpo colado no meu. Enquanto o choro corria dos meus olhos astigmatas.

Dessa história toda... eu só vi um personagem. E foi lindo e amei de amor.. com poucas trocas entreguei-me de peito aberto e colocaram dentro dele uma pedra.
Pra terminar no seu mais retindo estilo de revolta:
A angústia movimenta o indivíduo.

Tanto pro poço quando pro éden!

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Caindo Em Si - Mundo Livre S/A

cachorra.
sangraste o meu dedão,
sugaste, deixaste-me no osso.
blefaste, mordeste o meu pescoço.
és louca se pensas que eu vou ser teu cão.
vem cá.
molhaste, mijaste-me o lençol.
bebeste meu último tostão,
fumaste meu único colchão.
fizeste de quem te atura um urinol.
vem cá.
surtaste, lançaste-me no poço.
sorriste, fudeste-me a razao.
gozaste, largaste-me no osso.
fizeste de mim o poste do teu cão.
vem cá.
surgiste,
funesta aparição.
sumiste.
minhalma definhou.
voltaste,
canina assombração
fizeste de mim o traste que hoje sou.
traz cá minha ração.



enviada por Sofie



02/07/2005 15:16




Hoje tah um dia lindo ... o cenário talvez não seja o de um filme bucólico ou de uma praia paradisiaca.. mas hoje quando acordei e estava esse céu azul , um calorzinho ameno tive vontade de te ver. Pensei em esperar o seu horário de almoço e te observar, só obsevar de longe seu passos apressados por não perder seu precioso sono das onze horas. Queria que as sensações desse sol enquanto ascendo outro cigarro.. fosse um respirar bem fundo ao ver esse teu largo sorriso a cumplicidade que jogamos fora. jogamos? Acho sim ...
Acho que filme bucólico ao qual me referi ao começar esses escritos são, gentilmente o não te ter daqui a algumas horas, quanod estará saindo do trabalho pensando em outras, outras cumplicidades que não as que um dia foram nossas e as viriam ser... continuando a dizer sobre Anas Carolinas a música do dia lindo me dizia assim: vou deixar a rua me levar.. ver a cidade se ascender... a lua vai banhae esse lugar.. e eu: vou lembrar vc.
É assim... cada vez que não posso olhar nos teus olhos , pq a sinceridade do meu olhar te amedronta.. e me fere passo a passo por me deixar assim tão vulnerável a troco de quase nada.
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Mal de Mim - djavan

Eu pensei
que fosse coisa para um dia só
Ficar de mal de mim
Reagi
Sou seu amigo e digo: como vai?
Você fica séria
e nem sinal
Brigou comigo e a solidão servirá
de lugar pra nós dois
Se é amor
que tal agir e não radicalizar?
Sejamos mais lisos
Pega esse meu ombro



Rega
Se adormecer,
eu sei que o sono passou a perna
Nessa distância férrea
Que marcou...
Meu amor,
dormir contigo é escutar Gal e Tom
O que rolar é bom,
Passear,
rever amigos, conduzir boas novas
Visitar a Grécia
No futuro




enviada por Sofie



01/07/2005 13:17


enviada por Sofie



27/06/2005 18:10




Au revoir

Decidir adiar meus contatos com minha alma.
Amanhã embarco pra mim mesma em busca de novas visões de mim. Na angústia da estrada das serras do sul e tendo como única certeza o meu bom, velho e louco Jean Genet , o qual ultimamente é meu único ser palpável, talvez pq ele está morto e suas palavras imortalizadas na folha bege do livro me fazem sentir o mundo tão distante e rever meu mundo proximal.
Hoje eu quero poder me perder no sofrimento do cotidiano e andar sem esperar o "bom dia" que nunca chega. Vou esconder meu amor latente e amargurado com uma mascara de mistério.
Viver o desconhecido na minha vida é fugir todo dia do óbvio que dizes odiar porque ele é parte da sua essência, metódica e com sentidos confusos no que se refere aos seus próprios quereres. Eu não posso me dar o luxo de te compreender a todo instante, porque as vezes não há o que compreender. Se não é algo que você tenha certo na sua inconstante vida. Mesmo quando amo seu jeito sádico de ser.
Enquanto não aprender a sentir de verdade vai continuar andando pelas luzes da boate sem saber como agir... reagir... vai sentir carencia a cada dia do inverno frio, isso num é praga ou despeito. É somente uma análise diagóstica da tua máscara de mulher quando ainda seja menos que uma menininha.
A tua inveja me acrescenta. Só a mim.
Estou indo pra longe da minha memória que é pra num me perder de mim.
Quero pegar a estrada pra longe de todos os meus amores, mas é porque eu os amo incondicionalmente a cada segundo.
Amo de amor.
Pai, mãe, amigos, meus amores, meus livros, discos, fotos. Deixarei com vocês somente a minha certeza de que os amo.
Incondicionamente mas preciso de mim.
Pela primeira vez eu chorei ao ver estrelas no céu. Percebi a intensidade do meu desejo por elas que ficam tão distantes.

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Serra Do Luar
by Walter Franco


Amor, vim te buscar
Em pensamento
Cheguei agora no vento
Amor, não chora de sofrimento
Cheguei agora no vento
Eu só voltei prá te contar
Viajei...Fui prá Serra do Luar
Eu mergulhei...Ah!!!Eu quis voar
Agora vem, vem prá terra descançar

Viver é afinar o instrumento
De dentro prá fora
De fora prá dentro
A toda hora, todo momento
De dentro prá fora
De fora prá dentro
A toda hora, todo momento
De dentro prá fora
De fora prá dentro

Amor, vim te buscar
Em pensamento
Cheguei agora no vento
Amor, não chora de sofrimento
Cheguei agora no vento
Eu só voltei prá te contar
Viajei...Fui prá Serra do Luar
Eu mergulhei...Ah!!!Eu quis voar
Agora vem, vem prá terra descançar

Viver é afinar o instrumento (de dentro)
De dentro prá fora
De fora prá dentro
A toda hora, todo momento
De dentro prá fora
De fora prá dentro
A toda hora, todo momento
De dentro prá fora
De fora prá dentro

Tudo é uma questão de manter
A mente quieta
A espinha ereta
E o coração tranquilo
Tudo é uma questão de manter
A mente quieta
A espinha ereta
E o coração tranquilo
A toda hora, todo momento
De dentro prá fora
De fora prá dentro
A toda hora, todo momento
De dentro prá fora
De fora prá dentro

enviada por Sofie






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